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Paisagens



Expressou a dor de muitos, a agonia de milhares e o silêncio de milhões!
Ah! Se o mundo se aquietasse por um instante que fosse, para contemplar tais verdades ditas, tais imagens, tais paisagens vistas todos os dias. Talvez o poeta não precisasse descrever o mundo, se o mundo soubesse ler suas próprias mensagens nas entrelinhas.
Se olhos pudessem enxergar e não somente ver. Se as mãos pudessem segurar, e não somente estender-se para doar. Se a caridade se tornasse amor e o amor por si só pudesse confortar.
Todos os dias elas parecem nos afrontar, são elas que nos mostra o quanto somos podres, mesquinhas, egoístas. Elas são cinzas, pretas, brancas, sujas… São vivas, de carne, osso, mudas… Elas estão por toda a parte. Elas comem, dormem, fogem, morrem por toda parte. Elas nos olham nos olhos, e nós desviamos os olhares. Elas pedem ajuda, socorro, esmola, abrigo… Elas clamam justiça, liberdade, saudade, amigo. São feias, verdadeiras e agridem nossos olhos coloridos. É a imagem da sociedade capitalista, o nosso maior emblema, nosso dilema, nosso problema democrático.
É… mas sempre damos um jeitinho para tudo. Pintamos pontes, passarelas, renovamos o asfalto. Plantamos um jardim, uma árvore, um parque, um lago. Limpamos a cara da cidade, as paredes, os pontos de ônibus… – O Brasil é nosso, é seu, é desigual, é de todos.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010 | posted in , , | 3 comments [ More ]

E que Venha 2014!


É meu povo! Faltam apenas 4 anos para voltarmos a ser “feliz”, apenas 1460 dias para  fazermos a festa, enfeitarmos as ruas, pintarmos o acinzentado asfalto com as cores da bandeira, decretarmos “feriados” nacionais, comprarmos camisetas, bonés, vuvuzelas…
Faltam apenas 4 anos para todos nós, em um cântico, proclamarmos nossa ordem e progresso, decorarmos o hino nacional, e quando eles entrarem em campo, cantarmos como jamais cantaríamos se não fosse  a nossa seleção.
Apenas 1460 dias para o país do futebol escancarar os braços para receber o mundo. Seremos o destaque, imaginem! O Brasil estará na capa dos principais jornais, do New York Times ao jornal comunicativo do seu bairro.
Faltam 4 anos para darmos um jeito na miséria do nosso país, na desigualdade social, precisaremos de um plano estratégico e infalível, para sumirmos com todas as favelas e moradores de rua que habitam em nossos centros urbanos, agora é sério! Temos que resolver a questão do tráfico de drogas, armas, do trabalho escravo, do desemprego, da falta de moradia, do saneamento básico, da educação, do lixo, da violência, dos presídios, da prostituição… Afinal, não queremos que nenhum gringo visto com uma adolescente de 15 anos, em um motel de quinta, entorpecido por álcool e cocaína, perto de alguma periferia, em situação de risco. Não é mesmo?
Agora é a hora, vamos lá Brasil! Salve a seleção!
Faltam apenas  4 anos para voltarmos a ser brasileiros, para fingirmos amar este pais e fingir que ele nos ama, que somos filhos da ordem, mentir para nós mesmos a dizer que ele é nosso, que é de todos, enchermos os pulmões e  gritarmos:
“Euuuuu sou brasileiroooooo, com muito orgulhoooo, com muito amor, ooohhhh”

segunda-feira, 2 de agosto de 2010 | posted in , , , | 0 comments [ More ]

A Nata Intelectual da Sociedade. Será?


Classe intelectual da sociedade, a parcela privilegiada, a “nata do leite”. Engraçado, mas percebo que ando em contramão com esses conceitos estereotipados,  não concordo e simplesmente renego a idéia de que todo o universitário é parte integrante dessa evolução social ou como indivíduo. Afinal, o que presencio no meu cotidiano é o contrário, jovens que cursam faculdades e que agem como ignorantes desprovidos de intelecto, senso comum e educação. Burros…
Vez e outra as portas da faculdade se concentra aquele pessoal que distribuí flayers e panfletos de shows e eventos. Bom, em uma instituição acadêmica responsável por formar 50.ooo alunos para a vida profissional, surpreende-me a paisagem de sujeira e situação que fica as ruas pelas mediações da instituição. Simplesmente lotada de papéis, jogados em vias públicas, e isso não é o que me aterroriza, pois é comum, infelizmente é comum. O que assusta é que nesse caso os responsáveis pela imundícia são estudantes do ensino superior, agora, não me pergunte que espécie de superioridade é essa, pois não saberei explicar.
Pensem, se os nossos universitários que pela lógica, deveriam ser um exemplo de comportamento social e ambiental tem tido tais atitudes, imaginem aqueles que não tiveram tal oportunidade de conhecerem esse mundo de conhecimento e cultura.
Outro dia mesmo, ao retornar para minha residência depois de um árduo dia de trabalho e estudo, no ônibus, a minha direita, encontrava-se um jovem, de boné, aba encurvada, estilo playboy de periferia… Estava comendo um daqueles salgadinhos como, por exemplo, Elma Chips… Quando terminou de comer, ao invés de jogar a embalagem de alumínio no lixo que estava a sua frente, levantou-se, abriu a janela e jogou na rua, com o ônibus em movimento. Agora, digam-me, que gênero de animal irracional é esse que destrói o próprio habitat natural? Do que estamos a falar? É cultural? Social? Mera questão de que educação vem de berço?
Ainda meu professor me questiona quando discordo que somos a “Parte intelectual da sociedade”. Sem generalizar para não ser injusto, existem milhares que correspondem com a expectativa, mas milhões que com sua atitudes envergonham todo o corpo acadêmico do Brasil.
Minha opinião. Se agirmos como burros, seremos tratados como burros.
E tenho como dito.

O Ópio





 “O ópio (do grego ópion, "suco de papoila", pelo latim opiu) é um suco espesso que se extrai dos frutos imaturos (cápsulas) de várias espécies de papoilas soníferas (gênero Papaver), e que é utilizada como narcótico. O uso do ópio mascado ou fumado, que se espalhou no Oriente, provoca euforia, seguida de um sono onírico; o uso repetido conduz ao hábito, à dependência química, e a seguir a uma decadência física e intelectual, uma vez que é efetivamente um veneno estupefaciente. A medicina o utiliza, assim como os alcalóides que ele contém (morfina e papaverina), como sonífero analgésico.”

Religião: O Ópio da Humanidade
Caros, passou-se da hora das máscaras caírem por terra, humanamente todos os argumentos em prol das religiões tradicionais ou pós-modernas jazem em contradições e infindáveis conflitos políticos. Sejamos conscientes e sinceros. Quais das torres religiosas ou qual das vertentes espirituais que, neste momento, podemos categoricamente afirmar que estão a cumprir o seu papel social?
Quando olhamos para todos os antigos grandes lideres políticos/religiosos, vemos a face de homens e mulheres que em seu tempo fizeram juz ao tratado que assumiram e que, em tempo oportuno praticaram legitimamente a fé que tanto pregaram e defenderam em praças públicas. Mas hoje. O que vemos é o acumulo de riquezas e o esbanjar dos manjares oferecidos pelos pobres fiéis que, desprovidos de senso critico, individualmente contribuem para o descrédito e enriquecimento ilegal das instituições que se auto-intitulam “Casas de Oração”.
Talvez, esteja descrente demais para enxergar alguma virtude nesse lamaçal de larápios e de corrupção, o fato, é que minha psique não mais me permite sequer ostentar o mínimo de sentimento a favor desses “Circos de Balelas”. 
Provável que percussores desse neoliberalismo protestante afirmem que, muitas organizações se mantêm assíduas em projetos sociais e de caráter caridoso, no entanto contradigo, com a versão real dos fatos que, na verdade, o dinheiro reservado a obras de caridade é infinitamente menor do distribuído para custos pessoais, salários de pastores, e para manutenção dos grandes templos que, mais parecem castelos medievais, devido à ostentação arquitetônica, do que lugares construídos para que homens e mulheres pudessem estabelecer contato com outros indivíduos da mesma fé, e comunicarem-se com o seu objeto de culto que, no caso, diverge de religião para religião.
O segredo das artimanhas está em manipular a boa vontade e a fé alheia, principalmente em situações da vida, nas quais, essas pessoas estão fracas e sem esperança, no calor do desespero. É nesse momento que essas sanguessugas das pregações de Cristo, vêm à tona, a prometer prosperidade e saúde. Ora, quem não deseja ser prospero? Casar-se com uma linda mulher, ter belos filhos, saúde e ainda como brinde... Paz. Diga-me, quem não quer? Confessem. Este não é um excelente chamado ao evangelho? Quer melhor plano de salvação do que este? Pois, é assim que milhões têm sido enganados, por ingenuamente se aproximam de Cristo na intenção de conquistarem coisas nesta vida, na qual, o evangelho é um entorpecente, uma droga lícita, que acalma e ameniza as dores cotidianas. Enquanto isso, na “sala de justiça”, os falsos super heróis da fé, zombam e escarnecem da ignorância de seus fiéis que, sem saber, promovem o sustento de máfias, quadrilhas, esquemas de lavagem de dinheiro, compra e revenda de móveis, carros, empresas...
É dada a religião o mérito de centenas de guerras e massacres durante toda a  história. Em nome de Deus, homens mataram, molestaram, estupraram, violentaram, roubaram... Em nome de Deus, se faz tanto o bem, quanto o mal. Em nome de Deus, vendem-se carnês da prosperidade, óleos santos de Israel, água do Rio Jordão, Bíblia comentada pelo pastor A, pelo bispo B, pelo apostolo C. Em nome de Deus, pessoas vendem propriedades, salários, eletrodomésticos, carros, e oferecem como troca de um favorzinho divino. Em nome de Deus, é feito até mesmo cruzeiros gospel...
E há quem diga que, estamos equivocados ao denunciarmos tais afrontas a inteligência cristã. Usam do argumento de que jamais se pode falar contra um “ungido de Deus”, que ao fazer essas denuncias, estaremos pondo em risco à vida de milhares de pessoas que, mesmo enganadas, estão indo para o céu. Mas, que céu? Querem me dizer, que o fato de milhares estarem seguindo a homens cegamente é melhor do que, mostrarmos a eles a verdade? Mesmo que por um tempo isso implique no esfriamento da fé? Eu mesmo, quando me deparei e assimilei estás coisas, me assustei, e por longa data me desviei do evangelho, até que entendi que, não é o evangelho ou o Cristo que se corrompeu, mas as lideranças das religiões que, venderam-se por míseros pratos de lentilhas. E se me questionarem? Sim. Hoje, estou satisfeito comigo, pois não mais aceito qualquer “revelaçãozinha meia boca”, mas aprendi, assim como Paulo dizia, a examinar todas as palavras que saem do púlpito e a reter aquilo que for bom, o que for ruim? Jaz no mar do esquecimento.
O importante é dizer que, Deus, Jesus, não tem nada haver com essa patifaria que vemos, o próprio Cristo condenou quando ao entrar no templo de Jerusalém, deparou-se com mercadores dentro do lugar que deveria ser conhecido como “Casa de Oração”. E a reação Dele, não foi nenhum pouco amigável, Ele quebrou tudo, virou mesas, expulsou os mercadores... E ainda dizem que temos que ser complacentes com essa vergonha?
Imagine se Cristo viesse nos dias de hoje... 

sexta-feira, 30 de julho de 2010 | posted in , , | 0 comments [ More ]

Sobre Lutero



Como bem sabemos Lutero, literalmente rebelou-se contra a apostasia do papado, e sofreu retaliações por sua conduta, que na época foi condenada como heresia pela corte da igreja católica. A postura adotada por ele foi de total julgamento contra as obras da igreja.
Como também é de conhecimento de todos, Lutero jamais planejou a criação de uma nova ordem religiosa, os planos dele se resumiam em mudar a sua própria igreja (Católica), a primeira instância o projeto não era quebrar vínculos com a instituição, mas reformar todo o sistema idólatra do catolicismo. Ora, hoje, milhões de cristãos pelo mundo, aplaudem e agradecem a Lutero pela postura diante da reforma protestante, porém, quando o assunto é reformar o nosso sistema protestante atual que, de igual forma está desvirtuado, temos que nos deparar com argumentos como estes, que não podemos julgar.
Mas, se não fosse o julgamento que Lutero fez acerca de sua própria igreja, hoje, talvez não estivéssemos discutindo sobre esse tema. Alguém dirá: “Irmão, a questão de Lutero é outro contexto”. Não, não era, assim como nós, ele lutava contra as apostasias da sua própria religião, e a reforma apenas terminou com a fundação de outra ordem cristã, porque o papado, a igreja não aceitou as idéias revolucionárias de Lutero, a considerar, todas, alegações improcedentes. Afinal, de acordo com a igreja Lutero não poderia julgar a santíssima constituição e a fazer assim, estava a julgar a própria vontade de Deus. Parece-me que este contexto histórico em muito se adéqua a situação atual da igreja de Cristo na terra, e assim como o papado não aceitou as idéias e as criticas de Lutero, a alegar que eram heresias, julgamentos sem embasamento e subversão contra a vontade de Deus.
Hoje, as lideranças protestantes utilizam o mesmo discurso para defender a tese de que, o julgar, é de todo o modo errado. Acredito que a única coisa que foge do nosso direito de julgamento é a obra do Espírito Santo, está não deve jamais ser contestada. Quem Ele escolhe ou deixa de escolher é de total particularidade, se as pessoas que lideram os púlpitos protestantes (tradicionais, pentecostais ou neopentencostais) foram ou não escolhidas por Deus, isso não cabe a nós julgarmos. Agora, se a conduta delas condiz com aquilo que pregam… Ah! Isso sim é de total responsabilidade do corpo de Cristo. Pois, nem Paulo, nem Cristo, fugiram dessa responsabilidade quando viram que as más obras dos falsos profetas, estavam a frustrar as pessoas e as levarem a praticar uma religião de cegos. Ser cristão em tudo implica ter compromisso com a verdade.
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” 1 JOÃO 4:1

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